Redação do Enem 2016 trouxe tema relevante

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Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fizeram redação sobre Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. O texto deve ser dissertativo-argumentativo de, no máximo, 30 linhas, desenvolvido a partir de uma situação-problema e de subsídios oferecidos sob a forma de textos motivadores.

Sobre o Tema

cada três dias, em média, uma denúncia de intolerância religiosa chega à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, de acordo com dados apurados entre 2011 e 2014 e divulgados em 2015.

Veja, na matéria do Portal G1,  o que pode tirar pontos em redação do Enem sobre intolerância religiosa

Falar só de intolerância sem apontar caminhos e manter discurso proselitista estão entre os erros que podem resultar em uma nota baixa na redação do Enem 2016.

Quando a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aborda um tema com o qual os candidatos já têm contato próximo ou que já foi trabalhado nas salas de aula, um dos cuidados que os estudantes precisam ter para garantir uma nota alta é manter a objetividade para não fugir ao tema ou quebrar alguma regra. É o caso do tema “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, cobrado na edição 2016 do exame do MEC.

G1 ouviu professores de redação que listaram dicas e estratégias para não perder pontos na prova de redação do Enem 2016.

Confira as principais dicas abaixo:

Não focar nos ‘caminhos’ de combate à intolerância

Quando os candidatos possuem uma grande bagagem em relação a um tema de redação, um dos “perigos” na hora de redigir o texto argumentativo-dissertativo é entregar aos examinadores exatamente o que o Enem pediu.

A professora Carla Garcia, do Rio de Janeiro, que mantém no YouTube o canal Enem em curso, dá a dica inicial: prestar muita atenção ao tema exato da prova. “É importante ressaltar que o texto deverá focar nas medidas viáveis para combater a intolerância, ‘os caminhos’ apontados no tema, e não apenas no fenômeno em si mesmo.”

Saray Azenha, professora de redação da Oficina do Estudante, de Campinas (SP), lembra que o aluno não pode discorrer apenas sobre o que é intolerância religiosa, já que o tema pede um texto sobre os caminhos para o combate do problema. “Se a discussão ficar apenas em cima de intolerância pode configurar fuga ao tema. Esse é um grande perigo.”

Fazer proselitismo e não se manter neutro

Saray espera que os candidatos usem os direitos humanos como proposta de intervenção e defendam a aceitação de integrantes de todas as religiões nos mesmos espaços sociais. “O aluno não pode defender o próprio credo.”

Maria Aparecia Custódio, professora do laboratório de religião do Curso e Colégio Objetivo, em São Paulo, afirma que o candidato “não pode ser radical, fazer proselitismo e defender determinada religião. Tem que defender o respeito e a tolerância.”

Segundo ela, o estudante “pode incorrer em risco se se posicionar religiosamente ou justificar que algumas religiões representam uma afronta às outras, ou, de alguma maneira, condenar alguns ritos religiosos, favorecendo o ponto de vista dele. Ele tem que apostar sempre na liberdade e no respeito.”

Ficar só na superfície do tema

A professora da Oficina do Estudante avalia o tema como bom, mas acredita que exige que o aluno tenha uma base de conhecimento sociológica e repertório de leitura de mundo. Ela lembra que assim como no primeiro dia de provas, que houve ênfase nas perguntas de sociologia e filosofia, o fato se contrapõe à reforma do ensino médio que prevê que tais disciplinas deixem de ser obrigatórias.

Para a colunista do G1, Andrea Ramal, o tema vai fazer com que muitos candidatos mostrem o domínio da cultura geral. “O aluno terá de mostrar que na verdade o conflito religioso não tem razão só na religião, há uma questão econômica por trás. É preciso avaliar o conflito de maneira mais ampla e entender os interesses.”

Um texto dissertativo-argumentativo precisa ser opinativo e organizado para a defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto. A opinião do autor deve estar fundamentada com explicações e argumentos.
O texto é dissertativo porque disserta sobre um assunto, descreve-o e explica-o. É também argumentativo porque defende uma opinião e tenta convencer e cativar o leitor com argumentos.

Conheça os temas da Redação desde que o Enem foi implantado.

2016 Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
2015 A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
2014 Publicidade infantil em questão no Brasil
2013 Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
2012 Movimento imigratório para o Brasil no século 21
2011 Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado
2010 O trabalho na construção da dignidade humana
2009 O indivíduo frente à ética nacional
2008 Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar
2007 O desafio de se conviver com as diferenças
2006 O poder de transformação da leitura
2005 O trabalho infantil na sociedade brasileira
2004 Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
2003 A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
2002 O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
2001 Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2000 Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional
1999 Cidadania e participação social
1998 Viver e aprender

Motivos para tirar zero na redação

  • Não atender a proposta solicitada ou desenvolver outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo.
  • Entregar a folha de redação sem texto escrito.
  • Escrever até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo.
  • Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.
  • Desrespeito aos direitos humanos.
  • Parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.
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