FALANDO NISSO AO VIVO 01/06/2020

Todos os dias, números e gráficos inundam mentes e invadem o isolamento social, despertando incertezas e medos frente ao inimigo invisível e implacável. Após quase 3 meses de confinamento, com estados e cidades confusos, emaranhados em informações que misturam ciência, política, corrupção e o imprevisível…Tudo isso sinaliza o receio que tende a nos acompanhar – talvez até indefinidamente – influenciando relações e prioridades. Teremos tempo para assimilar o que essa crise nos reapresenta em termos de humanidade e solidariedade?

Li outro dia que não estamos no mesmo barco, mas sob a mesma tempestade, cada um enfrentando como pode e com o que tem o momento adverso.
Imaginem algo como escolha de Sofia… quarentena numa casa com crianças sem a merenda escola porque a escola era lugar de comer, com milhares de alunos sem conexão ou Wi-fi pra cinco pessoas e aulas pelo celular com professores que na maioria não faz a menor ideia de como dar uma aula remota?

Em uma rede social, um conhecido lançou a pergunta: “Você entende o privilégio de poder fazer quarentena?”
Uns comemoraram o dia a dia com os filhos. Outros, o fato de poder fazer atividade física em casa. Muita gente respondeu que estava feliz por fugir do engarrafamento. A análise das respostas revela certa carência de senso crítico em relação ao próximo e ao momento. E demonstra que ainda não extraímos o melhor do pior. Talvez nem o faremos. Pode ser que a rotina seja retomada e que muitas dúvidas acumuladas na crise passem. Mas pode ser também que voltemos ao “Normal” sem compreender o que essa pandemia é capaz de ensinar.

Você pode até estar em um iate nessa tempestade, mas por quanto tempo conseguirá viver o próprio isolamento?

No programa completo abaixo, você vai assistir a entrevista Nacional com Bruno Pinheiro, Thiago Moraes no Hard Work, Luiza Tojer na nossa colab Nova York e a menina prodígio Ana Paula Mendes no Inova Mundo.

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